A língua falada em Tabriz, que já era um idioma iraniano no tempo do poetaQatran Tabrizi, não era o tradicional Khurasani Parsi-ye Dari. O próprio Tabrizi (século XI) tem um dístico que menciona o fato:
Riyahi Khoi, Mohammad Amin. "Molehaazi darbaareyeh Zabaan-I Kohan Azerbaijan" ("Alguns comentários sobre a antiga língua do Azerbaijão"), ‘Itilia’at Siyasi Magazine, volume 181-182. Disponível em:
بلبل به سان مطرب بیدل فراز گل
گه پارسی نوازد، گاهی زند دری
Tradução:
A rouxinol está no topo da flor como um menestrel que perdeu seu coraçãoEla chora às vezes em parsi (persa) e às vezes em dari (persa do Coração)
Lady (Mary) Shiel, em suas observações sobre a Pérsia durante o período Qajar descreve as tribos persas, e afirma que os koords/laks se identificavam e eram identificados comumente como os 'Velhos Persas'. Ver: Shiel, Lady (Mary). Glimpses of Life and Manners in Persia. Londres: John Murray, 1856. Trecho:
"As TRIBOS PERSAS. As tribos se dividem em três raças: os turcos, invasores do Turquestão que, desde tempos imemoriais se estabeleceram na Pérsia, e que ainda preservam sua língua. Os leks formam os clãs de genuíno sangue persa, como os loors, os bekhtiatees &c. A eles podem ser adicionados os curdos (Koords), como membros da família persa; porém seus números, nos domínios do Xá, são relativamente poucos, com a maior parte deste povo que tanto se espalhou ainda estando ligada à Turquia. Coletivamente os curdos são tão numerosos que podem ser vistos como uma nação dividida em tribos distintas. Quem são os leks, e quem são os curdos? Esta dúvida não pude solucionar. Nunca conheci qualquer um na Pérsia, fosse eel ou moolla, que pudesse me fornecer uma mínima elucidação a esta pergunta. Tudo o que podiam dizer é que estas duas raças eram Foors e kadeem, - "velhos persas". Ambos podiam falar dialetos dos quais a maior parte é persa, e que têm uma forte semelhança com a língua coloquial atual, se retirada a sua grande mistura com o árabe. Estes dialetos não são perfeitamente idênticos, embora se diga que os leks e os curdos conseguem compreender uns aos outros. Poderia-se até mesmo ficar inclinado a considerá-los como pertencentes à mesma estirpe, não fosse o fato de ambos negarem a ligação. Um lek pode até admitir que um curdo, como ele próprio, é um "velho persa", porém nega que suas famílias sejam idênticas, e um curdo vê a questão da mesma maneira."
"The PERSIAN TRIBES. The tribes are divided into three races-Toorks, Leks, first are the invaders from Toorkistan, who, from time 'immemorial, have established themselves in Persia, and who still preserve their language. The Leks form the clans of genuine Persian blood, such as the Loors, BekhtiaTees, &c. To them might be added the Koords, as members of the Persian family; but their numbers in the dominions of the Shah are comparatively few, the greater part of that widely-spread people being attached to Turkey. Collectively the Koords are so numerous that they might be regarded as a nation divided into distinct tribes. Who are the Leks, and who are the Koords? This in- quiry I cannot solve. I never met any one in Persia, either eel or moolla, who could give the least elucidation of this question. All they could say was, that both these races were Foors e kadeem,-old Persians. They both speak dialects the greater part of which is Persian, bearing a strong resemblance to the colloquial language of the present day, divested of its large Arabic mixture. These dialects are not perfectly alike, though it is said that Leks and Koords are able to comprehend each other. One would be disposed to consider them as belonging to the same stock,. did they not both disavow the connection. A Lek will- admit that a Koord, like himself, is an 11 old Persian," but he denies that the families are identical, and a Koord views the question in the same light."
O idioma utilizado no antigo Marzbānnāma era, nas palavras do historiador do século XIII, Sa'ad ad-Din Warawini, "a língua do Tabaristão e o persa antigo e original (fārsī-yi ḳadīm-i bāstān)." Ver: Kramers, J.H. "Marzban-nāma." Encyclopaedia of Islam. Editada por: P. Bearman , Th. Bianquis, C.E. Bosworth , E. van Donzel e W.P. Heinrichs. Brill, 2007. Brill Online. 18 de novembro de 2007 .